sexta-feira, 28 de maio de 2010

Titila os meus pés; percorre as minhas pernas, uma de cada vez, utilizando apenas a ponta dos dedos; acaricia-me; embebe o meu ventre com a tua saliva; apodera-te de mim e de todos os meus membros; tacteia os meus seios enquanto sentes o compasso acelerado do meu impulsionador sanguíneo; denta os lóbulos das minhas orelhas; puxa-me os cabelos; beija-me o queixo; ensopa os meus lábios; faz-me gritar até não ter mais fôlego; penetra a minha mente, penetra-me, abafa qualquer cavidade por onde possa sair um gemido meu; faz-me adormecer a transpirar de prazer. ENLOUQUECE-ME.
Prometo-te que amanhã será ainda melhor.

Adoro a forma como não tens medo de nada, adoro que tenhas o mundo planeado na tua cabeça. Adoro que te digam que não consegues fazer isto e aquilo porque significa que não têm alguem como tu, significa que és única e que só eu tenho o privilégio de te ter e de saber que és capaz de tudo.
Não sofras mais por alguém com um coração tão pouco experiente como o de quem te abandonou. Um dia vai voltar porque não encontrará ninguém como tu. Nessa altura tu ainda me vais pertencer e ele terá de procurar melhor por alguém semelhante a ti. Nunca encontrará.
Eu só posso agradecer por ter a melhor pessoa do mundo.


terça-feira, 18 de maio de 2010




(...) fumamos o charro em silêncio, rimo-nos um bocado e fumamos outro. Depois um bongo, porque tinha que ser. E depois a erva, verde e forte. Cinco minutos depois, senti-me estranhamente leve e relaxada num crescendo alucinate, orgásmico, culminado com aquele flash de luz branca. Tinha-me encontrado de novo.

domingo, 16 de maio de 2010

  Subitamente, um rapaz moreno, bem aprumado, atravessa o enquadramento. Eu lembrava-me daquele rosto escuro, o olhar fulminante, os lábios carnudos, roupas largas e coloridas. Estranho sedutor. Mas onde o teria visto? Tinha a certeza que já era meu conhecido. E aquele cabelo comprido. Oh, não me enganam. Este conheço-o eu de ginjeira. É a minha inspiração. Todas as noites, enquanto agarro a caneta e procuro uma folha de papel já rasurada de um dos lados, ouço-o chegar. Ouço as sapatilhas gastas a roçarem o chão de madeira que o guia até ao meu humilde quarto, ouço cada bombear de sangue que lhe alimenta o corpo. Agora que está perto de mim, faço dele o que bem entender: sábio aprendiz, vagaroso civil, marginal em fase de iniciação, ou melhor, o meu gentil e cavalheiro homem.
  Vamos trabalhar. Durante este pouco tempo que tenho para analisar todos os movimentos que me apetece que faça, que ninguém se atreva a interromper-me. Durante este pouco tempo, a imaginação está a meu favor, flui como se de uma flor primaveril se tratasse. É melhor apressar-me. Amanhã de manhã tudo voltará ao início e eu não saberei de novo de onde conheço esse rapaz.

Eu gosto de ti, mas tu não existes.

Um beijo e até amanhã, meu homem.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

As melhores coisas na vida:
  • Acidentalmente, ouvires alguém dizer alguma coisa fixe sobre ti;
  • Acordares e perceberes que ainda tens bastantes horas para dormir;
  • Primeiros beijos;
  • Fazer novos amigos e sair com os antigos;
  • Cantar na casa-de-banho;
  • Sonhos felizes;
  • Café com leite;
  • Fazer biscoitos;
  • Dar as mãos a alguém de quem gostas;
  • Ver o pôr-do-sol;
  • Dormir na praia;
  • Tomar banhos quentes e longos;
  • Saber que alguém sente a tua falta;

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Só há um tipo de amor que dura, o não correspondido.
Woody Allen

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Catalisador de Utopias

Corremos juntos
Os nossos pés calcando o mesmo chão em simultâneo
Esmigalhando as folhas que cairam no Outono
Atingindo notas altíssimas
Que belo som este
Que suave cheiro me entra pelas narinas
Que tranquilizante é sentir-te por perto
Sentir que enquanto te agarrar a mão
Posso ter a certeza de que és apenas meu.

Calares-me com um beijo não é a solução
Pois te garanto com certeza
De que não me calas de facto
Apenas adias o inadiável fim
Prolongando por um determinado tempo
Da forma que melhor nos convém
A espera de um sinal que terminará
Resumindo
Toda esta palhaçada.

Teus olhos tão brilhantes
Que até ao canto dos pássaros atrai
Porque não atrai aos sonhos também?
Não será o climáx da atracção entre as partículas da nossa pele suficiente?

Autorizas-me que sonhe contigo pela última vez?
Que não perca tão cedo a esperança de que um dia o pecado que adoça o meu sono seja
Por fim
Cometido?
Prometo que a partir de hoje não falarei mais de nós, prometo que não falarei mais do que tu foste, do quanto te apoderaste de mim. Prometo que não falarei mais de ti. Prometo que não me arrependerei mais de tudo aquilo que podíamos ter sido e a distância não permitiu. Hoje prometo e comprometo-me a esforçar-me para te esquecer como tu me esqueceste. Não penso quebrar uma promessa, não tão rapidamente como tu quebraste a tua. Hoje deixo de pensar nos porquês e de imaginar o que te terá levado a desistir. Acredita que custa muito, mas vai ter de passar.
Não tenho o dom das oportunidades, mas sou dotada de paciência e por isso aguentei tanto tempo, sempre à espera do dia em que me dirias, finalmente, “Bé, volta para mim.”
Triste é saber que nunca terei o dom de decifrar o que escapa do teu coração e a tua boca cala.
E é quando já não há mais lágrimas que mereçam um mísero raio de esperança, mas sim a triste certeza de que nada será igual que digo “Hoje eu renasço. Hoje é o meu dia de Glória!”. Ou não.
Sempre te levei em mim, fosse para onde fosse. Todas as manhãs injectava a tua imagem na minha cabeça, eras a minha companhia preferida.
E já não são os gritos disfarçados que me roem por dentro, mas sim a tua mudança de atitude em relação a mim; sim essa mudança de que nem sequer és consciente na tua inconsciência.
Tratas de me fazer sentir só mais uma com uma naturalidade que arrepia. Gostava de receber alguma distinção da tua parte, gostava de me diferenciar de todas as outras.
Tenho tantas mas tantas saudades que me sinto incapaz de expressar o mínimo que seja por qualquer meio que esteja ao meu alcance. E tu? Não sentes falta das nossas conversas gigantes? Não sentes falta das promessas que ficaram por cumprir? Do que ficou por fazer e dizer? Não sentes a mínima falta de me chamar “minha”?
Não entendo, não entendo como do dia para a noite deixaste de precisar de mim, de como eu te passei a ser indiferente.
A memória começa a falhar-me, já não me lembro do timbre da tua voz ou da sensação que me provocavas sempre que dizias “Quero ficar contigo!”. Tenho medo, tenho muito medo de matar todas estas memórias da mesma forma com que tu mataste as tuas. Tu não foste um qualquer. Foste, sim, o único dono dos meus sonhos e serás sempre quem eu desejarei ter ao meu lado.
Este é o problema dos que amam de verdade.
Juro que, por mim, passava a vida inteira agarrada a ti. Ou simplesmente a olhar-te. Acariciar-te o rosto e observar com atenção cada milímetro da tua pele. Por mim passava a vida inteira a dizer-te o quanto feliz me farias, sendo que o que estou a escrever não significa nem a ponta do que sinto por ti.
Deste-me mais do que pensava poder ser possível. Deste-me mais do que alguém alguma vez poderá dar-me…Deste-me o meu primeiro grande amor junto com a oportunidade de pôr à prova todos os meus cinco sentidos.
Precisava que me dissesses novamente que me queres para sempre, porque já sei o que é viver sem ti e garanto-te, não é fácil. Precisava que me dissesses tudo o que me disseste e tudo o que deixaste por dizer, que me fizesses uma representação clara da nossa realidade, que me levasses para um lugar isolado onde fossemos só tu e eu, ausentes de tudo o resto, onde nunca largarias a minha mão, onde jamais me abandonarias.
E se um dia mais tarde me perguntarem se te esqueci e responder que sim, vou estar a mentir. Vou estar a mentir porque eu pertenço ao grupo das pessoas que não esquecem quem lhes ofereceu algo de novo na vida.
Posso não ter significado muito para ti mas, para mim, tu foste tudo. São imensas as tardes que passo a imaginar o que andarás a fazer e se estarás feliz. São muitas as vezes em que estranho a ausência das mensagens bonitas, das conversas gigantes, dos telefonemas que corriam sempre muito bem. É quando me consciencializo de que já não tenho nada nosso, de que tu já não existes. É nessas vezes que penso que talvez estejamos a olhar para o mesmo horizonte ou a pensar no mesmo, ou até que tenha passado pela rua onde tu tinhas passado horas, dias ou meses antes.
Independentemente do que eu pudesse fazer, já tinhas escrito o final da história e em momento nenhum pensaste em cumprir a promessa que um dia me fizeste de ficar comigo para sempre.
Esta é a carta onde te apresento os obstáculos dominadores de todos os meus pontos débeis que não me deixam retirar-te debaixo da minha pele e enterrar-te, que não me deixam afastar-te de mim e apagar-te por completo, apesar de continuar a evidenciar claramente que és um feito histórico na minha vida.
Desculpa por todo o amor que não te soube retribuir.
Agora vem. “Dorme comigo, deita-te a meu lado, não dormia para te ver dormir”. Só pedia por hoje.

Parabéns, Dri.
Bé 18/03/10


Esta é a carta que não te enviei.

Paleta Monocromática
A caminho de casa
sigo o fumo do cigarro de um estranho.
Deixo-me ir até o meu cabelo ser corrente do rio,
perdido na chuva que escorrega pelas minhas costas.
Enquanto me condenso na terra molhada,
olho uma última vez o céu,
que chora para os meus lábios.
Se fosse um filme,
hoje seria a minha morte.

Reflexo
Fecha os olhos.Imagina uma bola enorme, branca, cheia de energia, a
penetrar-te o topo da cabeça e percorrer todo o teu corpo devagar, relaxando
cada músculo que possuis, até à ponta dos pés.
Que vês tu agora?
Agora
vês paz, vês conforto, vês felicidade, vês amor, vês positivismo, vês alma, vês
confiança, vês tudo e não vês nada, vês o que sempre quiseste ver.
Abre os
olhos.

Que vês tu agora?
Agora, agora vês só o reflexo sujo de um ser
insignificante.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

quero que me queiras quero que me queiras quero que me queiras quero que me queiras quero que me queiras quero que me queiras quero que me queiras quero que me queiras quero que me queiras quero que me queiras quero que me queiras quero que me queiras quero que me queiras quero que me queiras quero que me queiras quero que me queiras quero que me queiras quero que me queiras quero que me queiras quero que me queiras quero que me queiras quero que me queiras quero que me queiras quero que me queiras quero que me queiras quero que me queiras quero que me queiras quero que me queiras quero que me queiras quero que me queiras quero que me queiras quero que me queiras quero que me queiras quero que me queiras quero que me queiras quero que me queiras quero que me queiras.
Porque querer-te sozinha não funciona.
R.
&hearts

domingo, 2 de maio de 2010

Hoje é o teu dia. Hoje vou comprar-te uma prenda. Ou talvez te ofereça uma rosa. Hoje vou respeitar todas as tuas decisões, vou fazer tudo o que mandares, vou calar-me quando me ralhares, hoje aguento qualquer acusação que me faças. Amanhã respondo-te à letra. Porque amanhã já será dia de qualquer outra coisa.
Feliz dia, mamã.

R.
&hearts&hearts&hearts
Para quem está farto de ser sufocado pela sociedade capitalista que temos, sugiro este video introdutório sobre o Movimento Zeitgeist-Projecto Venus que propõe um sistema alternativo ao sistema monetário.Eu estou totalmente convertida!!



R.
&hearts
Não gostei que me olhasses para o decote. Por muito fácil que seja adivinhar-me os seios, tentasses antes adivinhar o que iria sair da minha boca, o enredo das minhas palavras.
Não gostei que o espelhado dos teus olhos te denunciasse a mente.
O que eu teria gostado era que nem tivesses reparado que eu tinha roupa.

R.
&hearts

sábado, 1 de maio de 2010


Tem de fazer sentido? Não estou inspirada. Estou fora da linha. Uma renegada a perturbar a paz de quem a rodeia. Toda essa tensão mal entendida.
Não estou em forma nem a um nível que deva mencionar. Estou de grito, e quando é grito é só paixão.
Não estou chateada com a cultura nem estou chateada com a moda.
E eu posso soar sem brilho e sem ruído se me sentir um lixo... Eu admito que um pouco é alma, um pouco é académico.
Eu tenho feito isto desde sempre, então porquê mudar agora? Para virar o rosto enquanto uma arma é disparada?
Então canta e dança uma rima de tempo como um pássaro dança e canta sobre o amor. Mantém a paz porque eu tenho alma
. E tu, tu tens cabeça para pensar.
Descobre, decifra, decide. Tens tudo nas tuas mãos.


R.
&hearts