Amor são as cicatrizes nos joelhos, os restos de comida no frigorífico, a canção que os pássaros assobiam, a dor que sentes, o doce nada que tremula na boca do teu amante, um cigarro meio acabado, uma lata de coca-cola light, o poster na parede, o e-mail que recebeste há uns dias, o som do vento a escapar através de uma pequena brecha na tua janela, a humidade no teu cabelo, o verniz vermelho lascado nas unhas, a caixa de música da avó, os sapatos de ballet que tens desde os cinco anos, a música a sair das colunas do carro, a pintura gasta das paredes, a pastilha colada debaixo da mesa, a fada dos dentes, as mãos e tudo o que podes fazer com elas, os beijos explosivos, as roupas que vestes, a respiração matinal, os dentes sensíveis, o sucesso e o reconhecimento merecidos, mentir e não ser topado, desmaiar por consumo excessivo de álcool, ser desejado, resolver um problema matemático, observar as pessoas à tua beira, gritar da janela a meio da noite, sexo, rímel borrado, cabelo despenteado e o baton mal posto, as crianças pequenas, o silêncio, materiais recicláveis, as árvores, a fotossíntese, crescimento, desenvolvimento.
Não. Amor é
TU, EU
e uma mistura descuidada de tudo o que nos preocupa.

Adorei mesmo a primeira parte e a sucessão de imagens que me trouxe, mas juro que não gostei da maneira como acabou, foi como uma facada.
ResponderEliminar