quinta-feira, 24 de junho de 2010

Eu só queria não ser tão irremediavelmente repetitiva. Tão estranhamente desconcertada e socialmente desajeitada ao ponto de as pessoas atingirem um nivel de entediamento e inquietação tão grandes que  o seu olhar cansado dirigido a mim denunciasse de imediato a imensa felicidade com que ficariam se estivessem em qualquer outro sítio, com qualquer outra pessoa. E eu odeio-me por isso. Eu odeio a maneira como não consigo excitar uma alma ou manter uma conversa ou fazer rir alguém comigo e não de mim. Tenho tanta necessidade de agradar que tropeço nas palavras e torno tudo ainda mais negro. Agora deparo-me com a minha mania de afastar todos os que tentam aproximar-se de mim. Talvez seja por já saber que, à partida, vão desistir e deixar-me. Como todos sempre fazem. E eu não queria não gostar de mim mais do que já não gosto.

3 comentários:

  1. Ninguém te deixa, tu é que deixas os outros por pensares que os outros te deixam. Logo, se deixares de pensar que os outros te deixam, ninguém te deixa nem tu deixas ninguém.
    <3 Becca

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  2. por vezes vejo-me na mesma situação que tu.
    sinto me tão sofucada, tão farta de tudo , que acabo por afastar os que mais gosto , e os que mais gostam de mim. Mas acho que tudo isto faz parte, e um dia, um dia iremos aprender.

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