Perdoa-me. Estou tão cansada de fingir que me é indiferente a forma abjecta como me olhas, que não dou a mínima importância ao que pensas sobre mim. Eu estou tão cansada de tentar lutar em vão para voltarmos a ser unidos como antes. Sinto tanta falta do calor dos teus abraços e da forma doce com que me tratavas, de passar tardes a conversar e a contar-te tudo sobre o que se passava na minha vida, mesmo sabendo que estavas farto de me ouvir. Quero de volta as palavras de conforto e os frequentes “Adoro-te, Bequinha!”. Quero de volta os ciúmes, as discussões, os conflitos, os beijinhos. Quero que voltes a dizer que sou a tua melhor amiga. Quero-te de volta, Miguel.
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